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Instituto Conceição Moura celebra 10 anos do “Era Uma Vez… Brasil” e anuncia intercambistas

  • Foto do escritor: André de Brito
    André de Brito
  • há 11 minutos
  • 5 min de leitura

Edição comemorativa valoriza as contribuições indígenas e afro-brasileiras para a formação do país. Projeto soma 6.658 estudantes inscritos no município e contribui para a formação crítica de adolescentes da rede pública


Belo Jardim (PE), agosto de 2026 – Belo Jardim se prepara para viver o novo capítulo de uma história que completa uma década. No dia 27 de agosto, às 19h, no Auditório do Hotel Lacazzona, o projeto “Era Uma Vez… Brasil” realiza o evento comemorativo de dez anos de atuação no município, com o anúncio dos estudantes que irão para o intercâmbio cultural em Portugal, o lançamento do livro Quem conta a nossa história e a estreia dos curtas-metragens produzidos pelos participantes da edição 2026.


A iniciativa, que chegou a Belo Jardim em 2016, tem patrocínio do Instituto Conceição Moura e patrocínio do Grupo Moura desde sua implantação na cidade. Ao longo de dez edições, o projeto se consolidou como uma experiência de formação, escuta, pertencimento e ampliação de horizontes para estudantes da rede pública, envolvendo escolas, professores, famílias e comunidades.


Em Belo Jardim, o “Era Uma Vez… Brasil” soma 6.658 estudantes inscritos ao longo da década e 3.375 histórias em quadrinhos e vídeos entregues. Até 2025, 200 estudantes e professores participaram da etapa de intercâmbio, 130 escolas chegaram à etapa Campus e 86 escolas tiveram alunos na viagem internacional. Em 2026, ano comemorativo dos dez anos, o projeto registra 639 estudantes inscritos, de 16 escolas, com 409 HQs e vídeos produzidos.


Para o Instituto Conceição Moura, a continuidade da parceria reitera o compromisso com a educação, a cultura e a formação crítica das juventudes de Belo Jardim. Mais do que a possibilidade de uma viagem internacional, o projeto estimula os estudantes a pesquisarem a história do Brasil a partir de diferentes perspectivas, valorizando as contribuições indígenas e afro-brasileiras para a formação do país.


“Não é só levar os estudantes para Portugal. Neste movimento, conseguimos fazer com que esses jovens comecem a aprofundar o conhecimento deles dentro da nossa história, com criticidade. Eles se questionam, começam a observar, a escutar, a ver os lados diferentes”, afirma Lorena Tenório, Coordenadora Executiva do Instituto Conceição Moura.


A edição 2026 tem como tema “Quem conta a nossa história? A participação indígena e afro-brasileira na construção do Brasil”. Antes do anúncio dos intercambistas que irão para Portugal, os participantes passaram pela etapa Campus, uma imersão com atividades culturais, oficinas de audiovisual, convivência coletiva, debates e vivências relacionadas ao tema. O resultado desse percurso será apresentado ao público local no evento do dia 27, por meio dos curtas-metragens produzidos pelos estudantes e do livro lançado na ocasião.


Mobilização social

Segundo Lorena, a força do projeto está também na forma como ele mobiliza a cidade. “O projeto impacta toda uma comunidade. Ele transforma a experiência dos estudantes, fortalece as escolas por meio das formações, mobiliza professores e equipes gestoras e inspira outros jovens, tanto aqueles que ainda sonham em participar quanto os que já viveram essa experiência e seguem multiplicando seus aprendizados", relata.


A coordenadora destaca que o apoio do Instituto Conceição Moura ao “Era Uma Vez… Brasil” envolve acompanhamento das etapas, diálogo com escolas, famílias, estudantes e poder público, assim como a escuta sobre os desdobramentos do projeto no território. “Estamos juntos em todo o processo, porque também vamos ouvindo as escolas sobre o que ficou, o que reverbera nesse projeto, além de manter esse diálogo com a prefeitura e com os próprios alunos”, explica.


Ao longo de dez anos, o Instituto também acompanha os impactos da experiência na trajetória de jovens belo-jardinenses. Há estudantes que, depois de passarem pelo projeto, seguiram para outros programas formativos, ingressaram no ensino superior, ampliaram repertórios e passaram a enxergar novas possibilidades de futuro. “Costumamos dizer que este é um projeto que "fura bolhas", amplia horizontes, rompe barreiras e dá outras perspectivas. Muitos jovens passam a acreditar em possibilidades que antes pareciam distantes. Eles descobrem novos caminhos, fortalecem seus sonhos e percebem que podem ocupar espaços que talvez nunca tivessem imaginado alcançar”, acrescenta Lorena.


Para a coordenadora do projeto, Marici Vila, a etapa Campus é uma das experiências mais importantes da formação. “O Campus é uma grande imersão. O distanciamento da família, a convivência coletiva e as experiências compartilhadas despertam responsabilidade, autonomia e fazem com que os estudantes descubram a potência que existe dentro de cada um”, afirma.


Ela explica que a proposta é aproximar a história dos territórios, das famílias e das experiências concretas dos próprios estudantes. “A história está na comunidade onde vivemos, nas nossas famílias e nas pessoas que vieram antes de nós. Quando o estudante vivencia esses territórios e escuta essas histórias, ele desenvolve pensamento crítico e compreende melhor o presente a partir do passado.”


Eric Cauã, participante da edição de 2025 em Belo Jardim, afirma que a experiência ampliou sua autonomia e sua confiança. “O projeto me deu mais autonomia e revelou uma pessoa que eu nem sabia que existia dentro de mim. Passei a acreditar mais nos meus sonhos e entendi que minha opinião também pode fazer a diferença”, afirma.


Ele destaca, especialmente, o contato com comunidades quilombolas e indígenas. “Aprendi uma história que muitas vezes os livros não mostram e percebi o valor dessas comunidades para a construção do nosso país.”


Criado em 2016, o “Era Uma Vez… Brasil” completa dez anos em 2026 com atuação em 35 cidades de seis estados, cerca de 500 escolas públicas envolvidas, mais de 28 mil adolescentes impactados e 777 estudantes e professores que já participaram de experiências de intercâmbio internacional em Portugal.


Nesta edição, o projeto acontece em nove cidades de três estados: Salvador, Mata de São João, Camaçari e Jacobina, na Bahia; Recife e Belo Jardim, em Pernambuco; e Ribeirão Preto, Serrana e Brodowski, em São Paulo.


Produzido pela Origem Produções, o projeto é realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet. Conta com patrocínio do Grupo Moura, Rodonaves e Jacobina Mineração, apoios de Brasil Salomão e Matthes Advocacia, Tronox, Tivoli, Civil Construtora e Copenor, além da parceria com as secretarias municipais de Educação.


Serviço


Edição especial de 10 anos do projeto “Era Uma Vez… Brasil” em Belo Jardim


Programação: Anúncio dos estudantes que irão para o intercâmbio cultural em Portugal | Lançamento do livro Quem conta a nossa história, estreia dos curtas-metragens


Data: 27 de agosto de 2026


Horário: 19h


Local: Auditório do Hotel Lacazzona – Endereço: BR-232, Km 180, nº 1340, bairro Cohab I


Sobre o Instituto Conceição Moura


Mantido pelo Grupo Moura, o Instituto Conceição Moura atua em Belo Jardim com iniciativas voltadas ao desenvolvimento humano, à inclusão social e à construção de oportunidades por meio da educação, da cultura, da primeira infância, da formação de jovens e do fortalecimento comunitário. Desde sua criação, o Instituto desenvolve e apoia projetos que contribuem para ampliar repertórios, fortalecer vínculos e transformar realidades no território.


Sobre a Origem Produções


A Origem Produções é uma empresa de consultoria e gestão de projetos criativos com atuação nas áreas de cultura, educação, sustentabilidade, esporte e responsabilidade social. Fundada em 2007, realiza projetos em todo o Brasil e no exterior, sempre alinhada às exigências legais e às tendências contemporâneas. Seu trabalho conecta marcas, artistas, comunidades e políticas públicas por meio de projetos que promovem acesso à cultura, desenvolvimento humano e transformação social.

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